Reféns do Ato - O Veterano do Pecado
Eram 6 da manhã
terminamos mais uma garrafa de gin de maçã
acendemos outro cigarro e cantamos djavan
e o céu derramava cor na borda do divã
misturamos risos com um pouco de calor
umas doses de prazer e outra de dor
os corações acelerados, nossos corpos suados
podia até parecer mas não, não estávamos cansados
teu toque era mais perigoso que uma facada
e eu me protegia debaixo de sua saia
seus olhos brilhavam, não era difícil de entender
seu corpo mesmo calado, me dizia muito sobre você
deixei rastros naquela cama bagunçada
assim como no teu corpo ficaram algumas marcas
molhei sua garganta pra matar sua sede
pra meu gosto ficar e cê lembrar de mim as vezes
seu cabelo bagunçado e seu olhar baixo
me lembravam um musical de gemidos abafados
entre olhares e tragos, viramos reféns do ato
e nossos pensamentos ficaram pra sempre acorrentados
seu travesseiro agora tem meu cheiro
seus lençóis talvez até meu gosto
essa foi minha forma carinhosa de te falar
o que me difere de todos os outros



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