Morte- Marvyn Castilho
Dama deveras vorace e estéril, Em seu lúgubre errar plangente de soluços, Carnais andrajos, engelhados nos seus sopros, Deixando algente até a cândida tez pueril. Levando ao epílogo as nevroses, Silenciando um ósculo de alento ao enfermiço. E sob a lua cheia da noite eterna, no seu calabouço, Toca sua elegia no violão, em acordes menores. Dama que ama o nefasto e taciturno bardo, O deixando sem viço e febril sobre o tálamo frígido, Sob a sombra da mancenilha desenha epitáfios. Errando aos sepulcrários... Repisando sentimentos aziagos, Nas lágrimas dos cenhos enlutados. Marvyn Castilho









