Dualismo Existencial - Poebos Abel
A existência é uma dualidade: Se há a loucura, há a sanidade; Se há a ignorância, há a ciência; Se há a aparência, há a essência; Se há o relativo, há o absoluto; Se há o elogio, há o insulto; Se há o inferno, há o paraíso; Se há o pranto, há o sorriso; Se há a virtude, há o defeito; Se há o proscrito, há o eleito; Se há a fábula, há a história; Se há a desonra, há a glória; Se há o profano, há o sacro; Se há o micro, há o macro; Se há o arguto, há o sandeu; Se há o crente, há o ateu; Se há a prole, há o genitor; Se há a ovelha, há o pastor; Se há o afago, há o açoite; Se há a claridade, há a noite; Se há o apogeu, há o declínio; Se há o memento, há o oblívio; Se há o velho, há o jovem; Se há o caos, há a ordem; Se há o fraco, há o forte; Se há a vida, há a morte! E se há o início e o fim, Há de haver o enfim!









